Sobre

Jornalista especializada em saúde. Sou aluna do curso Treinamento Profissional em Nutrição e Tratamento com Dieta Cetogênica e Low Carb, da Tim Noakes Foundation.

Há muitos anos, trabalho escrevendo sobre coaching e saúde mental e relacional e como editora de um site sobre Medicina Tradicional Chinesa e Nutrição. Também, produzo o conteúdo para os psiquiatras do Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade da Universidade Federal do RS. Há 12 anos, sou editora-chefe do site de um projeto que traz grandes intelectuais globais a Porto Alegre, São Paulo e Salvador.

Mas, acima de tudo, eu sou uma pessoa que resolveu dar a volta completa na própria vida. Da total destruição à total reconstrução. Com sorte, poderei ajudar algumas pessoas nessa trajetória.

Venho de uma família de bioquímicos obesos e cardíacos.

Já fui professora, tradutora, jornalista, pesquisadora acadêmica, designer, estudante de Yoga, Ayurveda, Vedanta, Chi Kung.

Já pesei 127kg, 42kg, 60kg, 70kg, o que quiserem. Usei calça 54, 58, 62, 34, 32 (30… se existisse, mas é quando um adulto compra na seção infantil mesmo).

Já usei incontáveis métodos para ter equilíbrio: meditação, crochê, tricô, pintura, caminhadas, jardinagem, florais, homeopatia, acupuntura.

Já tomei, com prescrição médica, todos os estabilizadores de humor que uma mulher pode tomar. Vamos além: todos os psicofármacos que cabem em um único corpo.

E já larguei tudo, me vangloriando que a falta de equilíbrio era algo “meu”. Teriam que me “aceitar assim”.

Também tomei, sem prescrição médica, incontáveis remédios para emagrecer. Pílulas foram um lazer suicida por muitos anos. Prateleiras de farmácia comiam 100% do meu salário. Das efedrinas (na época, era permitido), às anfetaminas, passando por bloqueadores de gordura, laxantes e diuréticos.

O resultado, claro, foi a devastação completa do meu organismo.

Um cérebro diagnosticado com algumas dezenas de doenças psiquiátricas e um corpo que dificilmente poderia ser chamado de corpo. Eu era um resto humano.

Quase duas décadas se passaram. Foram anos de estudo contínuo para quebrar padrões, vícios, medos e comportamentos: livros de psicologia, filosofia, mestres orientais ensinando a iluminação. Eu vaguei por milhões de páginas, palestras e práticas diárias… Buscando um eixo.

Buscando um centro. Buscando um eu que não fosse definido pelas pequenas ou grandes destruições que geramos em nós mesmos e nos outros.

… Buscando construir. Pela primeira vez, construir.

Durante todos estes anos, eu só não tinha pensado em reconstruir meu corpo… Aquele que eu destruí na juventude, buscando o ideal de magreza.

Quando eu entendi o que deveria ser feito, encontrei a Dieta Cetogênica e comecei a criar um cérebro que é finalmente capaz de ser e de manter as frases que tanto repetimos ao longo da vida: “eu posso. Eu consigo. Eu vou”.

Não com um cérebro quimicamente desequilibrado.

Foram anos nadando contra a maré, com um esforço descomunal, tentando forjar o equilíbrio que faltava ao meu corpo. Acreditando no que me diziam, que era tudo força de vontade.

Eu paguei o mais alto preço do preconceito que o ser humano tem com relação a tudo que aparente falta de força. Eu sofri preconceito de absolutamente todos os lados. Gorda demais, magra demais, dependente, fraca demais, forte demais, o que quiserem. Isso veio de lugares esperados e dos lugares que deveriam nos acolher.

É o bom e velho medo da nossa espécie. Como repelimos aquilo que tememos nos tornar. Como precisamos puxar para baixo aqueles que poderiam ir além do que conseguimos.

Foram muitos anos de raiva por causa deste preconceito violento pelo qual passei. Muita raiva por não ser estimulada por quem deveria ser exemplo nos caminhos da evolução. A raiva não me levou a lugar algum para ser honesta. Ganhei força, mas não cresci.

Décadas se passaram. Acredito que estou velha demais para alimentar a raiva. Meu objetivo não é mais levantar bandeiras, mas sim erguer imensas e sólidas construções dentro de mim.

Eu quero apenas construir. Pela primeira vez.

Atualmente, tenho um time de especialistas ao meu lado, uma psiquiatra que me ajuda na investigação dos desequilíbrios químicos do meu cérebro e um médico que me auxilia na manutenção das transformações da Keto no meu corpo, o Dr. Souto, como vocês sabem.

Daqui para frente, corpo e mente andam juntos, nutridos, potentes, eficientes e focados numa única meta: alcançar todas as metas que tivermos. Ou, como digo para minha psiquiatra, “morrerei tentando”. 

É isso que a Keto tem feito por mim: eu sigo humana, é claro, mas nada mais me derruba. Eu consegui quebrar o que considero o pior padrão do ser humano, a negação do equilíbrio.

Foi uma vida de ignorância andando de um lado para o outro, de um polo para o outro. Essa é a nossa pior doença. Desistir da harmonia dentro e fora de nós.

Não mais. Daqui para frente a única luta é o equilíbrio em todas as instâncias. Que seja uma luta tranquila e uma bela caminhada.

Andemos juntas.

Um grande abraço da Juliana Szabluk

Assista à minha história em 4min, no depoimento que prestei à nutricionista Patrícia Ayres para o evento Tribo Forte 2018, o maior evento Low Carb do Brasil.