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Estresse, hipotireoidismo e baixo estrogênio: a epidemia feminina, por Michael D. Fox

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Seguimos com nossa série sobre estresse e Dieta Cetogênica, especialmente no que toca as mulheres. Por que especialmente mulheres? Porque os neurotransmissores e hormônios liberados como reação ao perigo, ao modo de sobrevivência, ao estresse, são muito mais devastadores ao sistema hormonal das mulheres do que dos homens.

Hoje, veremos quem são as mulheres em maior risco de desregulação, com base nas décadas de prática de um dos maiores – senão o maior – endocrinologista cetogênico do mundo, Michael D. Fox. Michael D. Fox é o consultor do Diet Doctor e possui uma clínica de fertilidade e sistema reprodutivo na Flórida, EUA. Seus tratamentos mesclam reposição hormonal e nutrição com a Dieta Cetogênica.

Assista abaixo ao trecho da live exclusiva para apoiadores do Revolução Keto, em que resumimos e debatemos este conteúdo juntos. Não é apoiador? Os apoiadores tiram suas dúvidas individuais sobre Dieta Cetogênica e outras questões nas lives que acontecem a cada 15 dias. Os eventos são debatidos e promovidos no grupo fechado do Telegram. Torne-se um apoiador e participe: clique aqui para ser redirecionado ao Catarse e escolher sua modalidade de apoio.

Ok, vamos começar!

Eixo HPA: o mestre da regulação

Vamos recordar a base brevemente: eixo HPA é o mestre que gerencia o estresse e o sistema reprodutivo no seu corpo. Hipotálamo-Pituitária-Adrenais compõem o eixo que interliga cérebro e as adrenais, glândulas endócrinas localizadas acima dos rins.

É deste eixo que virão problemas com cortisol, adrenalina, endorfinas, serotonina, estrogênio e, segundo Fox, hipotireoidismo. Ou seja, sua tragédia física e mental. E é deste eixo que virá a cura – ou a redução de sintomas ao menos.

A chave dos tratamentos de Fox é surpreendente. Enquanto a internet é atolada de artigos sobre “dominância estrogênica” (progesterona baixa com relação ao estrogênio elevado), Fox dirá que as mulheres atuais enfrentam o exato oposto: estrogênio baixo devido aos infinitos fatores estressores que hoje enfrentamos.

Excelente, Fox. 

Por que o estrogênio é relevante à Cetogênica?

Busque estrogênio e cetogênica no google para receber centenas de conteúdos sobre como a Cetogênica pode te ajudar a acabar com a “dominância estrogênica”. Isso ocorreria, principalmente, a partir da regulação da insulina e do emagrecimento. Justo.

Agora, reflita sobre este quadro no outro extremo: como ficam mulheres que não passam por esta condição?

Sabemos que a elevação de gorduras na dieta eleva os níveis de estrogênio. Ainda, a mobilização de gordura inicial da cetogênica parece elevar o estrogênio, gerando uma sensação inicial fantástica mesmo.

Contudo, a cetogênica tem outra faceta: ela também eleva os hormônios do estresse que podem corroer seu estrogênio ao longo do tempo. Dentre eles, a adorada adrenalina. A médica Diana Schwarzbein (1), especialista em diabetes, metabolismo e hormônios femininos, nos explica porque isso é fundamental:

Estradiol é o estrogênio produzido pelos ovários. Os níveis de estradiol são inversamente proporcionais aos níveis de adrenalina. Quando o estradiol está baixo, a adrenalina está alta. Quando o estradiol está alto, a adrenalina está baixa. 

Níveis baixos de estradiol são comumente vistos em mulheres antes da puberdade e durante a menopausa. Antes da puberdade, as meninas geralmente são magras por causa do baixo estradiol. Por isso, também, possuem tanta adrenalina. Quando a puberdade começa, os níveis de estradiol se elevam e a adrenalina cai. Se ela não começar a ovular logo, não produzirá progesterona suficiente. 

Os níveis de progesterona são proporcionais aos da adrenalina: quanto mais progesterona, mais adrenalina. Se a menina não ovula, ela terá mais estradiol e menos progesterona. Este desequilíbrio leva ao ganho de peso. É aqui que elas começam a fazer dietas. Estas dietas elevam a adrenalina.

A adrenalina alta parece funcionar, porque ela perde peso, mas o que esta mulher está de fato fazendo é destruindo seu metabolismo. 

O que Dra. Diana acaba de contar é a narrativa básica de 99% das minhas clientes. É a minha história também.

Ao longo da juventude, grande parte destas mulheres ainda adicionou o uso das anfetaminas, passou por restrições imensas ou até anorexia e se matou na academia para compensar a comida – ou seja, elevação de adrenalina a níveis impossíveis para o ser humano. Estas meninas, hoje mulheres, não sofrem de falta de adrenalina ou progesterona. Elas são reféns de um altíssimo estresse fisiológico cruzado em uma das fases mais importantes na constituição feminina. O resto é apenas consequência.

Michael D. Fox entrará para reforçar o que vimos aqui: o baixo estrogênio e a elevação de todos os hormônios do estresse é a epidemia global feminina.

O que estas mulheres precisam manter em mente é que a Cetogênica é intrinsecamente estressora e este fator pode ser minimizado ou agravado de acordo com ajustes individuais. O fundamento é saber se estas mulheres estão emagrecendo pela redução de insulina ou porque seguem destruindo seu metabolismo com a elevação dos hormônios do estresse, como pontuou Dra. Diana.

Estudando o quadro por muitos meses, me deparei com o trabalho de Fox, que quebraria todos os paradigmas até então apresentados.

De acordo com Fox, estas mulheres precisam urgentemente olhar para seus níveis de estrogênio. Ainda, as mulheres que passam por esta desregulação dos eixos de estresse e hormônios, possuindo a personalidade hipotalâmica, termo criado pelo médico, que explica a condição no conteúdo de hoje.

Segundo o médico e estudos conduzidos com pessoas que sofrem de transtornos do humor e muitas outras questões, uma vez expostas a grande estresse, a desregulação fica para a vida toda. Não à toa, 1h da minha consulta inicial é toda dedicada à infância e à adolescência da cliente.

Leia a seguir a explicação do endocrinologista cetogênico, apresentada em palestra exclusiva (2), compartilhada na íntegra no grupo do Telegram exclusivo para os apoiadores do site Revolução Keto.

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Leia abaixo a apresentação de Michael D. Fox.

Michael D. Fox | Estresse, hipotireoidismo e baixo estrogênio: a epidemia feminina

Por que ao menos 70% das minhas pacientes tomam remédios psiquiátricos, são diagnosticadas com déficit de atenção, dores de cabeça etc? Por que isso acontece?

A resposta é: estresse fisiológico e baixo estrogênio como consequência.

Isso está se tornando uma epidemia. Quando comecei a clinicar, em 1994, eu atendia 1 ou 2 destas mulheres por ano. Atualmente, eu vejo 5 por dia. Às vezes, 10.

Estas mulheres estão sofrendo de disfunção do hipotálamo.

Quais são as causas da disfunção do hipotálamo nas mulheres?

  • Estresse nutricional: hipoglicemia
  • Baixo peso e dietas de inanição
  • Transtornos Alimentares
  • Estresse gerado por exercícios (aeróbicos)
  • Apneia e distúrbios do sono, quebra do ciclo circadiano
  • Estresse eletrônico (conectividade constante)
  • Depressão e falta de controle
  • Personalidade tipo A

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Estresse fisiológico e disfunção hipotalâmica

O estresse, e agora podemos chamá-lo de disfunção hipotalâmica, mata o hipotálamo. A natureza não quer estressar as fêmeas, porque elas devem engravidar e a gravidez já é altamente estressante.

Existem estudos em que os pesquisadores colocaram animais em gaiolas e, conforme foram aproximando as gaiolas das fêmeas, a fertilidade caía. Há esta teoria sobre a proximidade no ambiente e há alguma verdade nisso se levarmos em conta que não atendemos muitas mulheres que vivem no interior. De alguma forma, elas sofrem menos de estresse.

Quando falamos de estresse, não se trata de ter um dia ruim ou ter que estudar muito para uma prova.

Estresse é estresse fisiológico: é quando seu hipotálamo, seu cérebro, percebe problemas que ameaçam a sobrevivência. Você não nota que está em uma situação de risco, você corre 15km e se sente bem, certo?

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Estresse como epidemia feminina: a personalidade hipotalâmica

Eu geralmente sei que estou lidando com uma personalidade hipotalâmica minutos após a pessoa entrar no consultório. Elas entram com 40 páginas impressas da internet e falam antes de eu começar. Vou colocar uma descrição destas mulheres.

  • Elas têm a personalidade tipo A (controle)
  • Praticam exercícios aeróbicos
  • Tipicamente, têm BMI abaixo de 25
  • Sofrem de muita preocupação com o peso
  • São extremamente competitivas e sofrem com comparação
  • Período de sensibilização de 1 ano
  • Estradiol (E2) muito baixo, próximo de níveis de menopausa
  • Elas têm uma aparência velha, com rugas, por baixo estrogênio
  • Muitas são vegetarianas
  • Sofrem de hipoglicemia extrema
  • Passam por problemas de fertilidade

Preciso tocar no período de sensibilização: é o tempo de exposição ao estresse que uma mulher pode passar sem sofrer as consequências hormonais. Este tipo de personalidade hipotalâmica tem um período de sensibilização curto, de 1 ano.

Se estas mulheres passarem por qualquer fator estressor aqui apontado por mais de um ano, elas sofrerão as consequências pelo resto da vida. Mesmo que elas parem o exercício, retomem um bom peso, 10 anos se passarão e ainda veremos anormalidades hormonais. Existe alguma melhoria, mas a mudança será permanente.

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Cortisol, adrenalina, endorfina e estrogênio

A endorfina é o narcótico liberado no gene do estresse juntamente com o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) para produção do cortisol.

Mulheres que praticam exercícios aeróbicos têm elevação de cortisol, adrenalina e endorfina. Isso reduz os níveis de FSH e de estrogênio. Se você não tem problemas de sensibilização que mencionei, você possivelmente consegue suportar três sessões de 30min por semana sem grandes mudanças endócrinas.

Mas, nós recomendamos exercícios de queima lenta, de força, para as mulheres. Vá caminhar na vizinhança. Isso é muito estimulante do ponto de vista metabólico.

Os perigos da hipoglicemia

A hipoglicemia é um tipo de estresse severo, que coloca a vida em risco. Eleva cortisol e adrenalina, distúrbios de sono, desejo elevado por carboidratos que estimulam a insulina.

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Quero fazer um único e importante adendo aqui: durante minha jornada pela cetogênica mais restrita, minha glicose chegava ao ápice de 60mg/dl. A média era 55. Isso é baixíssimo. Em vídeos de nutricionistas cetogênicos renomados, somos alertados de que “o número não importa”, que números reduzidos são comuns na Keto. Deveríamos olhar apenas para os sintomas.

Porém, pegue uma mulher hipotalâmica, cuja taquicardia, aceleração e dor de cabeça são frequentes, e está feito o estrago: ela não conseguirá detectar sintomas. Olhe sim para os números de glicose. 

Enquanto Fox está correto em dizer que a Cetogênica é a dieta da estabilização da glicose, estabilizar sua glicose em estado de hipoglicemia pode ser devastador.

Observe se seus valores de glicose estão muito abaixo de 70 e se isso tem sido constante. Caso isso ocorra, por favor, reduza exercícios, reduza cafeína, telas e outros fatores estressores e eleve seus carboidratos ainda dentro do espectro cetogênico (de 25g a 50g de carboidratos totais ao dia). Se isso persistir, reconsidere a Cetogênica e opte pela Low Carb com baixo índice glicêmico e insulinêmico. 

Voltemos ao Fox.

Progesterona: um novo inimigo

Muitas mulheres estão tomando drogas com progesterona. A progesterona é uma inibidora dramática do hipotálamo. O estrogênio é, eventualmente, desligado. A progesterona extra protege contra os sintomas do baixo estrogênio, então, as mulheres não conseguem perceber o quadro.

Estamos vendo um número enorme de mulheres que, aos 25 anos, já vêm com calorões, suor noturno e estão suplementando progesterona.

As causas iatrogênicas (efeitos colaterais de tratamentos) que levam ao baixo estrogênio: pílulas anticoncepcionais, progesterona injetável, Mirena, pílulas de progestina, implante contraceptivo.

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Hipotireoidismo e conclusões finais

Não pude falar sobre hipotireoidismo hoje, mas quero deixar um alerta. O hipotireoidismo é muito mais um efeito do que uma causa. Hipotireoidismo é uma resposta a este estresse, que reduz a função da tireoide.

O que concluímos da fala de hoje é:

  • Baixo estrogênio é um problema: as mulheres se sentem péssimas e recomendaríamos suplementação de estrogênio a todas as mulheres, seja em menopausa ou antes disso, a menos que elas tivessem uma contraindicação absoluta.
  • Com a nutrição cetogênica, vemos uma abrupta melhoria na fertilidade, redução de abortos. Isso é possivelmente devido à melhoria na gestação, o que também pode levar à saúde do feto e à redução da predisposição do nenê à síndrome metabólica futura.
  • A cetogênica reduz os picos de glicose e a hipoglicemia. Também, é ótima aliada aos tratamentos de suplementação ao estrogênio.
  • A Keto reduz o estresse, ansiedade, inchaço e TPM, sendo indicada para casos de disfunção do hipotálamo.

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A dieta cetogênica da fertilidade de Michael D. Fox

Ok, a fala de Fox se encerrou acima e quero comentar algumas questões. No primeiro conteúdo da série, levanto duas hipóteses para tratar a personalidade hipotalâmica (conceito de Fox que utilizarei livremente aqui): uma estudada pelo psiquiatra de Harvard, Chris Palmer, e outra por Fox.

Palmer nos dirá que, em casos de efeitos colaterais severos, ele eleva carboidratos de suas pacientes ao ponto de retirá-las da dieta, o que está de acordo com os estudos da fisiologista Anne Loucks, que vimos naquele conteúdo. Fox irá por um caminho mais complexo: cortará absolutamente todos os fatores estressores destas mulheres e elevará calorias, gorduras e frequência alimentar.

Adeus café – inclusive descafeinado, adeus corrida e crossfit, adeus telas, trabalho excessivo e longos jejuns. 

Isso faz todo o sentido e tem sido inclusive salientado por Palmer. Como menciono em meus vídeos, o respeito ao ciclo circadiano, sono, yoga, práticas de respiração e outros métodos são reforçados como fundamentais nestes casos pelo psiquiatra e outros nomes, como a especialista em compulsão alimentar Bitten Jonsson.

Quero que você veja os principais pontos da dieta de Fox (3) e entenda que não se trata de escolher um ponto ou outro. É um conjunto de ações que ele utiliza de forma integrada.

  • Dr. Fox trabalha com uma Cetogênica entre 20g e 40g de carboidratos totais ao dia.
  • Entre 80g a 120g de proteínas diárias.
  • Ele salienta que o estresse e suas consequências (como amenorreia e perda de cabelo) em Low Carb e Keto são devidos ao déficit calórico e aos fatores estressores, como exercício.
  • Ele não recomenda exercícios aeróbicos ou jejum prolongado para mulheres, especialmente hipotalâmicas (utiliza sim jejum intermitente para pacientes muito obesas e com resistência insulínica).
  • Ele salienta que o perfil hipotalâmico pode sofrer de hipoglicemia se ficar entre 3h a 6h sem ingerir calorias.
  • Ele elimina a cafeína completamente da dieta devido à resposta do cortisol. Nem mesmo descafeinado entra.
  • Para ele, a perda de peso máxima permitida é de 1kg por semana.
  • Ele salienta que muitas mulheres se convencem de sofrer de dominância estrogênica através de artigos de internet, mas que ele nunca teve uma paciente com o quadro – os sintomas seriam sim por causa de baixo estrogênio.
  • Ele suplementa estrogênio em basicamente todos os casos.
  • A suplementação de estrogênio usada por Fox é o adesivo de estradiol de baixa dose, 25mcg, mesmo método e dose inicial indicados pela endocrinologista Sara Gottfried, em sua obra The Hormone Cure. A diferença é que Gottfried considera importante suplementar progesterona junto nestes casos, o que é o padrão da reposição. Já Fox, considera que apenas o estradiol deve ser utilizado.

O que eu concluo disso? Que todos podem estar certos.

O método de Fox pode dar certo por unir reposição hormonal e remoção de todos os fatores estressores. O método do psiquiatra Palmer pode dar certo, porque é virtualmente impossível remover fatores estressores de uma “mulher hipotalâmica”, cuja personalidade é calcada justamente na paixão pelo estressor.

Ainda, Fox trabalha com fertilidade e menciona personalidade hipotalâmica; Palmer (e eu) trabalha com a face mais grave da questão, patologias caracterizadas pelo desequilíbrio completo do hipotálamo. Neste caso, a elevação de carboidratos pode ser o caminho mais fácil, mas não o único, como menciono na entrevista sobre o tema.

Tenho testado ambas as abordagens em clientes. E variações diversas. Em mim também, é claro.

Faça seus testes. Se você se sentir um Arnold Schwarzenegger (ou Paul Saladino) de saias, eleve suas calorias consideravelmente a partir de gorduras e reduza os fatores estressores. Se nada disso adiantar, lembre-se da abordagem de Palmer e eleve seus carboidratos. Mantenha o estrogênio em mente. Sempre há um caminho.

(1) The Schwarzbein Principle II, Transition: A Regeneration Program to Prevent and Reverse Accelerated Aging [Schwarzbein MD, Dr. Diana] https://www.amazon.com/Schwarzbein-Principle-Transition-Regeneration-Accelerated/dp/1558749640

(2) Michael D. Fox: women, hormones and nutrition https://www.dietdoctor.com/member/presentations/fox

(3) Michael D. Fox: Medically reviewed articles https://www.dietdoctor.com/authors/dr-michael-d-fox-2

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Quéren
Quéren
1 mês atrás

Outro hino. Excelente artigo. Estou aprendendo muito com essas leituras. Essa série de artigos, em especial, tem sido muito relevante para mim e para um público especial e dominante em termos de dieta (acho que nós mulheres somos a maioria). Esse artigo é incrível! Obrigada por compartilhar tempo e conhecimento, tão ricos, e parabéns mais uma vez.