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Como saber se tenho resistência à insulina

Nem todos têm problemas com insulina. Algo como 25% da população pode comer carboidratos sem graves consequências. É um número pequeno, então vale saber o seu risco pessoal ao optar por uma dieta com altas cargas de carbs.

O melhor exame para definir o seu quadro é o exame de hemoglobina glicada (HbA1C): se o resultado estiver abaixo de 4,5%, você está muito saudável e dificilmente terá problemas comendo sua batata. Contudo, se estiver acima de 5,5%, você já pode ser diagnosticado com diabetes tipo 2. Se prosseguir pelo caminho dos altos carboidratos, em 10 anos, chegará a 6,5%, o valor necessário para bater o martelo definitivo sobre ter diabetes.

Caso você esteja com valores ruins, não se desespere. O que gera doenças não é a resistência à insulina, mas sim a hiperinsulinemia compensatória, uma consequência de ter resistência à insulina e seguir comendo grandes cargas de carbs.

É a hiperinsulinemia compensatória que gerará as principais doenças contemporâneas: ganho de peso, dislipidemia, adiposidade visceral, disfunção endotelial (artérias não funcionam normalmente, não conseguem dilatar, levando à pressão alta), hipertensão, hiperuricemia (alta concentração de ácido úrico), inflamação sistêmica, disfunção mitocondrial, dificuldade de se exercitar.

Você irá ao médico com algumas dessas questões e ele tratará uma a uma, separadamente. Mas, a verdade é que todas são uma doença só: resistência à insulina em uma dieta de alto carboidrato.

O quadro que se seguirá a esta dupla perigosa é o seguinte: dislipidemia, demência, hipertensão, obesidade, doenças arteriais. Com os anos, você poderá desenvolver hipertensão, obesidade, síndrome metabólica, diabetes tipo 2, síndrome do ovário policístico (SOP), infertilidade, acne, pedras na vesícula, refluxo gastroesofágico, osteoporose, osteoartrite, além de alguns tipos de câncer.

Se o seu exame está acima de 5,5%, por favor, considere uma dieta com restrição de carboidratos.

Fonte: Professor Tim Noakes, no curso de formação de Consultor Nutricional pela Fundação Noakes (Nutrition Network)

Outro exame interessante de se fazer é a dosagem do Peptídeo C. Este exame, relativamente novo no Brasil, monitora a produção de insulina pelo pâncreas.

Tradicionalmente, a dosagem do Peptídeo C ajuda a definir o tipo de diabetes que o paciente tem (ou detectar resistência à insulina).

Mas, também colabora na compreensão da relação entre os níveis de açúcar no sangue e de insulina presentes, verificando se o paciente sofre de fatores genéticos que o levam à baixa produção de insulina face à presença de carboidratos.

Isso pode ser determinante para descobrir se o “futuro diabético” terá mais problemas cardíacos. Por exemplo, se não produzir insulina suficiente para liberar as altas taxas de açúcar no sangue, destrutivas às células endoteliais.

Este exame já é padrão nos EUA e é indicado pelo professor Dr. Robert Cywes, que desenvolveu a fascinante teoria do IPC (Insulin Production Capacity).

Fonte: Robert Cywes, no curso de formação de Consultor Nutricional pela Fundação Noakes (Nutrition Network)

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