Carrie Brown: depressão, transtorno bipolar e a Dieta Cetogênica

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Carrie Brown: depressão, transtorno bipolar e a Dieta Cetogênica

Carrie Brown é a criadora do site Ketovangelist Unlimited. É uma mulher com todas as características que a Dieta Cetogênica pede: força, coragem e, principalmente, curiosidade em compreender o que acontece consigo mesma. Mas, há dois anos e meio, a história dela era bem diferente.

Vamos ver o que a Carrie Brown tem para nos contar sobre sua depressão e seu transtorno bipolar tipo II. Confira abaixo o depoimento de Carrie ao podcast da Healthful Pursuit.

Carrie Brown: depressão, transtorno bipolar e a Dieta Cetogênica

Carrie Brown: depressão, transtorno bipolar e a Dieta Cetogênica 1Keto significa estar viva. Estar viva. Não viva no sentido alegrinho, mas literalmente: ainda estar respirando.

Estive nas dietas Low Carb por muitos anos. Estava funcionando bem para muitas coisas, mas não para o meu cérebro.

Em 2013, eu fui diagnosticada com transtorno bipolar tipo II. Mas, sofri de depressão minha vida inteira.

Foi uma jornada difícil. Muitos altos e baixos. Principalmente, baixos.

Passei a maior parte da minha vida tentando entender por que eu pensava como eu pensava, por que eu não conseguia me comunicar com as outras pessoas, parecia que eu não conseguia fazer nada corretamente.

Eu não conseguia entender por que eu me sentia como eu me sentia ou por que eu fazia as coisas que eu fazia.

Ter depressão era o meu normal.

Ao longo dos anos, tentei de tudo. Fiz terapia, tentei todas as coisas que estavam disponíveis na época.

Eventualmente, desisti. Tentei medicação, algumas funcionaram um pouquinho, mas a maioria não adiantou. Algumas geraram tendências suicidas, algumas me tornaram violenta, enfim, todo o pesadelo que tomar medicação para transtornos mentais pode ser.

Acabei desistindo e disse ok, é menos doloroso apenas ser depressiva do que tomar todas estas medicações e ter todos os efeitos colaterais que acompanham os remédios.

Eu batalhei meu caminho pela vida por muitos anos.

Em 2013, tudo deu dramaticamente errado. Acabei algemada no hospital. Polícia, guardas armados, psiquiatras e a ameaça de ser internada.

Eu tive um colapso mental e o tratamento que recebi foi uma nova rodada de diagnósticos e medicações. Eles estavam tentando me manter suficientemente estável para que eu pudesse… Bem, existir. Não me matar, não machucar ninguém.

Mas, nove meses depois das medicações, eu me tornei suicida. Tive tendências suicidas por oito meses seguidos. Ao final destes oito meses, demiti todo mundo e fiquei muito brava.

Ninguém estava fazendo as perguntas certas, não havia pensamento crítico acontecendo.

Ninguém se perguntava “por que a Carry tem transtorno bipolar?”

Ninguém se perguntava por que eu fui da depressão para a bipolaridade.

Ninguém dizia vamos parar de drogá-la e vamos tentar descobrir as razões… Eu era a única perguntando sobre as razões. Eu decidi que eu ia demitir todo mundo e tentar descobrir por que eu tinha bipolaridade.

Eu tinha essa ideia maluca de que, se eu descobrisse o porquê, eu poderia fazer algo para, não sei, parar tudo isso. Mas, não é assim que as medicações funcionam, certo? Você apenas usa band-aids.

Comecei com meu DNA. Achei que o DNA era absoluto, sem variáveis. Pensei sobre a comida, sobre alergias, sobre o ambiente, sobre meu pai com depressão… Era uma combinação de tudo isso?

Comecei com a genética. Descobri que eu tinha a mutação MTHFR. Nessa época, encontrei o Dr. Ted Naiman no Twitter. Começamos a conversar e falei sobre minha bipolaridade. Ele disse que podia me ajudar.

Eu estava morando em Seattle e ele estava a 17km de mim. Fui até o escritório dele e disse:

Ok, por que você acha que pode me ajudar com meu transtorno bipolar?

Ele falou que queria que eu tentasse a Dieta Cetogênica, porque a Keto foi originalmente desenvolvida para ajudar a tratar crianças com convulsões e, como a medicação para a bipolaridade que eu estava tomando era uma medicação anticonvulsivante, fazia sentido que a Dieta Cetogênica também pudesse me ajudar.

Ted me colocou em uma Dieta Cetogênica Terapêutica estrita. Não uma Keto apenas para emagrecer, mas sim uma dieta para o cérebro que estava quebrado. Não é o que a maioria das pessoas precisa fazer, mas, para mim, esse era o objetivo.

O objetivo era ter a produção de corpos cetônicos o mais alta possível. Fiz isso por seis semanas.

Peguei meus exames de DNA, meus exames para intolerância alimentar, para sensibilidade química, exames de sangue, tudo isso, e levei para um naturopata. Olhamos tudo. Eu era intolerante à maioria das comidas.

Eu tinha um caso extremo de Síndrome do Intestino Permeável. Eu tinha infecção por Escherichia coli (E. coli). Começamos protocolos para tratar estas questões de forma natural.

A grande questão, para mim, foi o MTHFR. Um dos problemas é que não conseguimos metilar vitaminas B. A maior parte das pessoas toma vitaminas B ou D e pode processá-las para uma forma que consigam utilizá-las. Eu não consigo fazer isso.

Eu tive uma vida de deficiência de vitaminas B. Como sabemos, as vitaminas B são cruciais para os neurotransmissores. Meus neurotransmissores não estavam recebendo a nutrição que precisavam, porque meu corpo não conseguia metilar as vitaminas B em uma forma utilizável.

Claro que é muito mais complexo do que isso, eu só expliquei de forma simplificada.

Passei a tomar vitaminas B metiladas associadas à altíssima gordura da Dieta Cetogênica. Estas duas abordagens juntas me tiraram da medicação para o transtorno bipolar em três meses.

Isso faz dois anos e meio. Não tive um sintoma desde então.

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